terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Aleijadinho não existiu me enganaram na faculdade

As famosas esculturas são provavelmente fruto de vários e talentosos artistas , que dividiam o trabalho entre si e tinham ajudantes . E a imagem de Aleijadinho como uma pessoa desfigurada pode ter sido uma criação literária .
Ao contrário da história do séc. 19 , a atual não se preocupa em criar ícones de heroísmo nacional e descrever grandes feitos . Na verdade , uma grande parte dos intelectuais de hoje se dedica a investigar como grandes ledas da história ganharam forma – e esse trabalho tende a destruir mitos consagrados. Um exemplo  dessa tendência é o livro Aleijadinho e o Aeroplano ,publicado pela  historiadora Guiomar de Grammont ,da Universidade Federal de Ouro Preto, em 2008.A obra mostra como a imagem do escultor mineiro Antônio Francisco Lisboa ,o aleijadinho, não veio de documentos históricos mas da cabeça de um escritor. A primeira biografia de Aleijadinho foi escrita pelo  jurista  e deputado mineiro Rodrigo Ferreira Bretas em 1858.Mesmo sem fontes e documentos para provar o que dizia ,Bretas descreveu seu personagem de forma horripilante .O mais provável é que a fonte da inspiração da biografia de Bretas eram personagens literários populares no séc. 19, como Quasímodo, o corcunda de Notre Dame ,do livro do escritor francês Victor Hugo. Os dois são impressionantemente parecidos .O personagem de Bretas era tão fascinante que pegou . O biógrafo ganhou prêmios de Dom Pedro II, e virou sócio-correspondente  do Instituto  Histórico e Geográfico Brasileiro. No começo do séc. XX ,os modernistas viram em Aleijadinho a expressão da cultura mestiça brasileira  ,já que o escultor era filho de um português com uma escrava .O problema é que  isso é uma das poucas coisas que se sabe mesmo sobre  An tônio  Fracisco Lisboa .Não só a biografia escrita sem base em documentos e décadas depois da sua morte não ajuda  como também há outro empecilho  : não dá para saber quais obras realmente são dele .Não havia o costume de assinar esculturas  naquela época. Mas a lenda em torno de seu nome ficou tão forte que Aleijadinho virou uma grife . E o número de obras atribuídas a ele explodiu . Na década de 1960 eram 160 esculturas ; hoje são mais de 400.Pesquisadores consideram isso um exagero. Mas ao que parece, a verdade não importa tanto . A aura vale mais .Só que a nova historiografia pode acabar com isso .

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Plantas ciborgues


É notícia , o projeto para plantas ciborgue já está em andamento. O que mais falta inventarem?

Em breve, conversar com as plantas pode ganhar um novo significado. Elas poderão responder, e, mais do que isso, nos avisarão de problemas de poluição do ar e muito mais. Este é o conceito da “internet das plantas”.

Um estudo que está sendo realizado na Itália, liderado por Andrea Vitaletti, quer criar plantas ciborgues que avisam quando precisam de água, quando são expostas a compostos químicos, ou quando estão sendo atacadas por parasitas. O projeto, chamado PLEASED (sigla em inglês para Plantas empregadas como dispositivos sensíveis), quer fazer plantas servirem como sensores para monitorar o ambiente em que vivemos – elas seriam inclusive conectadas a redes.

Vitaletti e sua equipe ligaram placas de circuito Arduino em plantas para gravar e transmitir informações. Eles acham que as plantas podem ser úteis no que é chamado agricultura de precisão – por serem de baixo custo, elas serviriam como sensores para monitoramento ambiental sem pesar no bolso de agricultores, e poderiam avisar fazendeiros quando suas plantações precisarem de água ou nutrientes.

A ideia de ligar circuitos eletrônicos em plantas vem da infância de Vitaletti, quando ele via seu pai conectar circuitos simples para gerar sons a partir de plantas. A ideia, agora é descobrir como as plantas reagem a danos, parasitas, poluentes e outros fatores, para transformar esse sinal elétrico gerado por elas em algo que possa ser identificado por humanos. “Do ponto de vista técnico, não é muito diferente do hardware usado para coletar biosinais humanos”, explicou à Wired, lembrando que a dificuldade está em analisar e interpretar esses sinais.

Apesar de parecer algo futurista até demais, Vitaletti acredita que não demorará muito para essa Internet das Plantas se tornar realidade – ele estima que aplicações práticas do projeto PLEASED estarão disponíveis dentro de quatro ou cinco anos.